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Ação Social

Centro de cultura

Razões da sua existência

A formação cultural e artística é dimensão importantíssima na vida universitária, e desempenha papel fundamental no aperfeiçoamento profissional e humano de uma pessoa. Foi com base nesta premissa pedagógica que a Diretoria de Pesquisa e Extensão do Instituto Paulista de Ensino e Pesquisa (IPEP) criou o Centro de Cultura e Artes “Aldemir Martins”, em cuja programação estão previstos eventos como palestras, debates, saraus e outros, tendo em vista estabelecer duas interfaces. Com nossos alunos, professores e funcionários, favorecendo o clima institucional, e com a comunidade externa, estabelecendo um proveitoso diálogo com intelectuais, artistas, escritores etc., com a população do entorno, e com instituições que persigam objetivos semelhantes. A vitalidade do Centro expressa-se ainda no sentido da pesquisa. Entre suas finalidades está a criação de pequenos projetos de pesquisa, envolvendo alunos e professores, com apoio de entidades financiadoras, a título de iniciação científica ou de outras modalidades. O Centro de Cultura e Artes do IPEP, entre suas primeiras ações, prestou homenagem a um conceituado artista plástico brasileiro ao dar seu nome ao Centro, maneira concreta de prestigiar a criatividade do povo brasileiro. Da mesma forma, quer tornar-se um ponto de referência artístico-cultural, concretizando e apresentando à sociedade a filosofia educacional do IPEP.

Um Artista Bem Brasileiro

Homenagear Aldemir Martins é ato de justiça para com um dos mais talentosos artistas plásticos brasileiros. Sua obra, importantíssima no panorama nacional e internacional, caracteriza-se por uma inspiração incomparável. Seus trabalhos tornaram-se referência para ver e “tocar” a realidade brasileira, em particular a paisagem nordestina. Natural de Ingazeiras (Ceará), Aldemir nasceu em 8 de novembro de 1922. Sua vocação artística foi precocemente identificada nos tempos de colégio. Entre 1941 e 1945, servindo o exército, já desenvolvia sua obra nas horas livres, recebendo dos colegas a “patente” de Cabo Pintor. Estabeleceu-se em São Paulo desde 1946, participando de diversas e importantes exposições, no país e no exterior, com uma produção intensa e fecunda, marcada por diferentes formas de expressão: a pintura, a gravura, o desenho, a cerâmica e a escultura. A obra de Aldemir Martins é inconfundível. Os traços fortes e os tons vibrantes constituem a marca registrada de um estilo vigoroso, com o qual o artista retrata a nossa natureza e o nosso povo brasileiro. Temas recorrentes: cangaceiros, peixes, galos, cavalos, frutas, gatos, nos quais transparece a brasilidade, sem dúvida, mas, como era de se esperar de um grande artista, a marca da universalidade. O Centro de Cultura e Artes Aldemir Martins do IPEP, ao mesmo tempo em que homenageia este grande artista, recebe, por ostentar seu nome, o influxo de sua mensagem estética, cuja beleza e vitalidade queremos de algum modo ajudar a eternizar. OBRIGADO, AMIGO!

Aldemir Martins, artista plástico patrono do nosso Centro de Cultura e Artes, morreu no dia 6 de fevereiro último, aos 83 anos. Segundo Leonor Amarante, em matéria especial para o Jornal da USP, “arte, para Aldemir, era pura diversão. Prazer e generosidade moviam sua obra, que ele entendia como qualquer outro produto, portanto destinado a chegar a todo tipo de público”. Para Aldemir, “o artista deveria ajudar a aprimorar o gosto popular”. Aldemir Martins conquistou na Bienal de Veneza de 1956 o prêmio de melhor desenhista da edição. Como ninguém, ele retratou com maestria, criatividade e, sobretudo, cores o Nordeste brasileiro, com seus retirantes e cangaceiros. Posteriormente, veio a fase dos galos, gatos, flores, frutas. E também mulheres. Ilustrou vários livros de autores nacionais, destacando-se, em 1992, a edição de “O Navio Negreiro”, de Castro Alves. O Centro de Cultura e Artes do IPEP, que leva o nome de Aldemir Martins, recebeu a visita do seu patrono em setembro do ano passado. Aqui esteve prestigiando a exposição “Um Dilúvio de Cores”, (veja a retrospectiva dessa exposição no portal do IPEP: www.ipep.edu.br) quando encantou a todos com sua arte e simpatia. Ao despedirmo-nos de Aldemir, só nos resta dizer: “Obrigado, amigo!”

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